O ministro da Educação, Camilo Santana, se manifestou com “tristeza e indignação” após o ataque a tiros ocorrido na manhã desta quinta-feira (25) na Escola Estadual Luiz Felipe, em Sobral, que resultou na morte de dois estudantes e deixou outros três feridos.
Camilo afirmou que toda a estrutura do Ministério da Educação (MEC) está à disposição das autoridades locais e que equipes especializadas em situações de crise, vinculadas ao Núcleo de Resposta e Reconstrução de Comunidades Escolares, já acompanham o caso.
“A hora é de unir forças e trabalharmos, juntos, para preservar a escola como espaço sagrado, lugar de paz e de acolhimento. Meus sentimentos e minha solidariedade às famílias das vítimas, estudantes, professores e toda a comunidade escolar”, escreveu o ministro em suas redes sociais.
Dinâmica do ataque
De acordo com testemunhas, dois criminosos em uma motocicleta se aproximaram das grades da escola e efetuaram diversos disparos em direção ao pátio, onde alunos estavam durante o intervalo das aulas. Pelo menos 20 tiros foram ouvidos. Estudantes correram em desespero para os portões e escadas da instituição na tentativa de se proteger.
As vítimas fatais, identificadas como adolescentes de 16 e 17 anos, morreram ainda no local. Já os três feridos foram socorridos e encaminhados para unidades de saúde, incluindo a Santa Casa de Misericórdia de Sobral.
Na ocorrência, as forças de segurança encontraram, com uma das vítimas, drogas, balança de precisão e embalagens, o que passou a integrar as linhas de investigação.
Reação das autoridades
O governador do Ceará, Elmano de Freitas, classificou o ataque como “gravíssimo e intolerável” e determinou o envio da cúpula da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) a Sobral, além do reforço do policiamento ostensivo.
A SSPDS informou que a investigação está a cargo da 1ª Delegacia de Polícia Civil de Sobral, com apoio do Departamento de Polícia Judiciária do Interior Norte (DPJI-Norte). As linhas de apuração consideram a possibilidade de disputa entre facções criminosas e retaliação, mas a motivação exata ainda não foi esclarecida.
O caso reacendeu o debate sobre a vulnerabilidade das escolas diante da violência urbana.
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Via (gcmais)
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