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Moraes afirma que militares não poderão ser interrogados de farda no STF

Por Central FM 104,92 min de leitura
Moraes afirma que militares não poderão ser interrogados de farda no STF

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta terça-feira (11) que militares não poderão ser interrogados de farda durante as audiências no âmbito da Corte. A declaração foi feita no primeiro dia do julgamento dos réus do chamado “Núcleo 3” da tentativa de golpe de Estado ocorrida durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A manifestação do ministro ocorreu após os advogados do tenente-coronel do Exército Rafael Martins de Oliveira questionarem novamente a decisão de Moraes, que, em julho deste ano, determinou que o militar comparecesse ao interrogatório vestindo roupas civis. O oficial está preso nas instalações do Exército, em Brasília.

Moraes explicou que, embora o Estatuto dos Militares obrigue o uso do uniforme, existe um conflito entre essa regra e o direito constitucional do réu de permanecer em silêncio e não se autoincriminar. Para ele, o uso da farda simboliza o exercício da função militar, o que é incompatível com a posição de investigado ou acusado em processo criminal.

“O militar fardado há uma incompatibilidade. Pelo Estatuto dos Militares, ele comete crime se mentir, pode perder o oficialato. O militar réu não pode e não será interrogado de farda”, afirmou o ministro.

O magistrado também destacou que não existe autoridade militar dentro de tribunais civis. “Não existe autoridade militar do réu em um tribunal civil. Não existe autoridade militar do réu perante o STF. O Exército não está presente como réu”, completou.

O ministro Flávio Dino, que também participa do julgamento, considerou o esclarecimento necessário para evitar novas controvérsias. Segundo ele, o uso do uniforme militar tem valor institucional e não pessoal, o que exige cuidado para não confundir a representação do Exército com a responsabilidade individual do acusado.

“O que está em questão é essa a polêmica, que é do Exército brasileiro. Em que condições a instituição deve se representar por um símbolo, que não é pessoal. O uniforme não é pessoal, é do Exército brasileiro. Essa foi a razão da preocupação institucional”, explicou Dino.

Você concorda com a decisão do ministro Moraes de proibir interrogatórios de militares fardados no STF?

fonte:AgênciaBrasil

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