O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou que a Polícia Federal (PF) ouça o ex-presidente Jair Bolsonaro sobre o financiamento da estadia do deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos Estados Unidos. A decisão atende a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), que investiga supostas ações do parlamentar no exterior.
Moraes deu prazo de 10 dias para que a PF colha o depoimento de Bolsonaro, que já declarou ser o responsável financeiro pela manutenção do filho nos EUA. O ministro também autorizou a oitiva do deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), autor da representação que deu origem ao inquérito.
Como Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos, o ministro permitiu que ele preste esclarecimentos por escrito. Além disso, solicitou ao chanceler Mauro Vieira que indique as autoridades diplomáticas competentes para notificar formalmente o parlamentar sobre a investigação.
Contexto da investigação
A PGR argumenta que Eduardo Bolsonaro tem atuado junto ao governo norte-americano para pressionar por sanções contra ministros do STF, a própria PGR e a PF. Segundo o procurador-geral da República, essas ações seriam uma retaliação ao que o deputado classifica como "perseguição política" contra ele e seu pai, alvo de inquérito no STF por suposta tentativa de golpe após as eleições de 2022.
Eduardo Bolsonaro se licenciou da Câmara em março e mudou-se para os EUA, onde afirma denunciar supostos abusos de Moraes. A PGR destacou que as manifestações do parlamentar, feitas em redes sociais e entrevistas, teriam "tom intimidatório" contra autoridades judiciais.
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Fonte: Metropoles
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