O senador Sergio Moro (União Brasil-PR) voltou a fazer críticas duras ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao que chama de “demonização” da Operação Lava Jato. Em publicação feita na rede social X, na véspera de Natal, Moro afirmou que críticas à Lava Jato teriam enfraquecido o combate à corrupção e contribuído para um cenário de falta de ética e impunidade no país.
“As mentiras contra a Lava Jato e a demonização do combate à corrupção abriram as porteiras do inferno para o roubo generalizado e a falta de ética. Hoje, o Brasil é terra sem lei e a defesa da democracia, um grito de hipocrisia. Em 2026, lutemos todos para termos o nosso país de volta”, escreveu o senador.
A manifestação ocorre em meio à repercussão de reportagens que apontam uma suposta pressão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, sobre o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em relação ao Banco Master. A informação foi divulgada em matéria jornalística baseada em fontes anônimas e gerou reações no meio político e na imprensa. Moraes nega qualquer irregularidade.
O episódio reacendeu críticas de setores que defendem a atuação da Lava Jato e abriu espaço para que Moro voltasse a associar decisões recentes do Judiciário ao que classifica como enfraquecimento do combate à corrupção. Ex-juiz e ex-ministro da Justiça, o senador tem sido alvo frequente de questionamentos desde a anulação de condenações da Lava Jato pelo STF, que apontou irregularidades processuais e falta de imparcialidade.
Em editorial recente, a Folha de S.Paulo também adotou um discurso amplo sobre corrupção, citando casos distintos — como investigações envolvendo o sistema financeiro, o INSS, emendas parlamentares e o crime organizado — para sustentar a avaliação de que o país enfrenta um ambiente de impunidade. O texto também fez críticas ao governo federal, defendendo que não haja complacência com possíveis irregularidades envolvendo autoridades e órgãos de controle.
Especialistas avaliam que o debate reflete uma disputa política e institucional sobre o legado da Lava Jato e o papel do STF nos últimos anos. Para críticos da operação, o discurso de Moro tenta reabilitar sua imagem política, enquanto apoiadores veem nas críticas ao Judiciário um alerta sobre retrocessos no combate à corrupção.
O embate deve ganhar ainda mais intensidade com a aproximação das eleições de 2026, quando temas como Judiciário, combate à corrupção e democracia tendem a ocupar espaço central no debate público.
Fonte:DCM
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