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MP cobra suspensão imediata de obras liberadas pela Prefeitura em praça pública de Quixeramobim

Por Central FM 104,92 min de leitura
MP cobra suspensão imediata de obras liberadas pela Prefeitura em praça pública de Quixeramobim

O Ministério Público do Ceará, por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Quixeramobim, cobrou, nesta sexta-feira (10/10), a suspensão imediata das obras da nova sede do Sindicato dos Taxistas de Quixeramobim e Região do Sertão Central (Sintaxi). Conforme o MP do Ceará, o terreno é parte de uma praça pública do Município e há indícios de que foi cedido de forma irregular por meio da Lei Municipal nº 3.238/2023.

De acordo com a Promotoria, a Prefeitura não teria instaurado procedimento administrativo nem motivado o ato no interesse público. Também não foi realizado procedimento licitatório para oferecer aos demais interessados o uso do terreno, sem justificativa para o tratamento privilegiado de um ente privado, o que configura, em tese, quebra da isonomia e fere o princípio da impessoalidade. O MP questiona ainda a possibilidade de utilização de bem de uso comum do povo para fins exclusivamente privados de determinada categoria profissional, em detrimento dos interesses da coletividade. Além disso, a obra não observa normas de segurança nem possui placas indicativas.

Na recomendação, a Promotoria ainda orientou a Prefeitura a embargar imediatamente a obra, bem como elaborar, por meio da Autarquia Municipal de Meio Ambiente de Quixeramobim, laudo técnico para atestar eventuais irregularidades e danos causados pela obra ao patrimônio público, ao meio ambiente urbano e aos interesses da coletividade.

Dentre as medidas recomendadas, também estão a cassação do alvará de construção do prédio; a instauração de processo administrativo para responsabilizar os agentes públicos envolvidos na celebração do termo de uso do espaço e na expedição do alvará de construção sem documentação técnica completa; a retirada, em até 48 horas, dos materiais de construção presentes no local; o replantio da vegetação; entre outras medidas.

A Prefeitura tem até 24 horas para informar se vai acatar as medidas recomendadas, devendo, em até três dias, apontar quais providências serão adotadas para o devido cumprimento das orientações do Ministério Público.

Acesse aqui a recomendação na íntegra.

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