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Mulheres Palestinas no Brasil Usam Redes para Denunciar Genocídio em Gaza

Por Central FM 104,92 min de leitura
Mulheres Palestinas no Brasil Usam Redes para Denunciar Genocídio em Gaza

Uma pesquisa premiada revela como mulheres palestinas e suas descendentes no Brasil estão usando as redes sociais para denunciar o genocídio em Gaza, enfrentar estereótipos e manter viva a cultura palestina. O estudo, vencedor do Prêmio Compós de Teses e Dissertações Eduardo Peñuela 2025, mostra como essas mulheres driblam a censura das plataformas digitais para amplificar suas vozes.

Tecnologia como Resistência

A tese "A trama tecida por mulheres palestinas: relatos biográficos dos usos tácticos de tecnologias digitais", desenvolvida por Simone Munir Dahleh na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), analisou como mulheres comuns – dentistas, comerciantes, psicólogas e estudantes – utilizam a internet para:

  • Denunciar a crise humanitária na Palestina, onde mais de 56 mil pessoas morreram em ataques israelenses desde 2023, segundo a ONU.

  • Combater estereótipos de submissão e xenofobia.

  • Manter laços culturais com a terra natal, compartilhando músicas, comidas típicas e histórias familiares.

Censura e Medo

Muitas entrevistadas relataram medo de terem perfis bloqueados ou serem taxadas de antissemitas por postarem conteúdo pró-Palestina. Maysar, uma dentista de 62 anos, contou que o alcance de suas publicações caiu drasticamente:
"Se antes era visto por 300 pessoas, agora não chega a 20."

Exemplos de Luta

As mulheres citadas na pesquisa destacam figuras históricas, como:

  • Shireen Abu Akleh, jornalista da Al Jazeera assassinada por soldados israelenses em 2022.

  • Hanan Ashrawi, intelectual e líder política palestina.

  • Leila Khaled, militante pela libertação da Palestina.

Além disso, elas compartilham memórias afetivas, como vídeos de familiares vestindo trajes típicos ou preparando pratos tradicionais, como o Maftoul (cuscuz palestino).

Identidade e Resistência

Simone, que também é descendente de palestinos, explica que muitas dessas mulheres nunca pisaram na Palestina, mas mantêm uma forte conexão cultural. "Elas buscam desmistificar a imagem de que são atrasadas ou oprimidas", afirma.

O Que Você Acha?

Em um mundo onde algoritmos podem silenciar vozes, você acredita que as redes sociais são uma ferramenta eficaz para denunciar crises humanitárias? Deixe sua opinião nos comentários!

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Fonte: Agencia Brasil

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