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Na mira de Trump, compra de diesel russo pelo Brasil dispara após guerra na Ucrânia

Por Central FM 104,92 min de leitura
Na mira de Trump, compra de diesel russo pelo Brasil dispara após guerra na Ucrânia

Desde o início da guerra na Ucrânia, em fevereiro de 2022, o Brasil multiplicou em mais de 300 vezes suas compras de diesel da Rússia. Em 2021, antes do conflito, o país importou US$ 16,9 milhões do combustível russo. Já em 2024, esse número saltou para impressionantes US$ 5,3 bilhões. Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (Mdic) e apontam para uma mudança drástica na política de abastecimento nacional.

Confira a evolução:

  • 2021: US$ 16,9 milhões

  • 2022: US$ 95 milhões

  • 2023: US$ 4,5 bilhões

  • 2024: US$ 5,3 bilhões

  • 2025 (até junho): US$ 2,5 bilhões

Segundo especialistas, o aumento das importações se deve à combinação entre sanções impostas pela Europa aos produtos russos e os preços mais atrativos oferecidos por Moscou. Ou seja, o diesel russo não foi somado ao volume total de importações brasileiras, mas substituiu produtos de outros fornecedores, tornando-se dominante entre os derivados de petróleo importados pelo país.

Entretanto, essa estratégia está ameaçada. O ex-presidente dos Estados Unidos e pré-candidato à presidência, Donald Trump, vem pressionando países que mantêm relações comerciais com a Rússia. Em um novo aceno de endurecimento, Trump assinou nesta quarta-feira (6) um decreto que aplica tarifas adicionais de 25% sobre os produtos da Índia, como punição por suas compras de petróleo russo — com isso, a tarifa total sobre produtos indianos pode chegar a 50%.

O Brasil foi diretamente citado por congressistas americanos em reuniões com senadores brasileiros que viajaram aos Estados Unidos para tentar negociar o fim do tarifaço sobre produtos como carne, café e pneus. O recado foi claro: se o Brasil continuar importando petróleo russo, pode ser o próximo alvo de tarifas que podem chegar a 100% sobre produtos exportados para os EUA.

No momento, o governo brasileiro ainda não se pronunciou sobre a nova ameaça. Analistas avaliam que o país corre o risco de ver sua relação comercial com os Estados Unidos se deteriorar, o que pode afetar empregos e a estabilidade econômica, especialmente em estados exportadores como o Ceará.

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Fonte:CNN

Você acha que o Brasil deve continuar comprando diesel da Rússia mesmo com o risco de retaliações dos EUA? Comente!

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