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“Não há clima”: Motta diz que anistia ampla a Bolsonaro perdeu fôlego

Por Central FM 104,92 min de leitura
“Não há clima”: Motta diz que anistia ampla a Bolsonaro perdeu fôlego

A condenação de Jair Bolsonaro (PL) por tentativa de golpe de Estado reduziu drasticamente as chances de aprovação de uma anistia ampla na Câmara dos Deputados. Segundo informações do jornal O Globo, o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), avalia que o projeto perdeu apoio político, é impopular na sociedade e não possui os votos necessários para avançar.

Aliados de Motta afirmam que apenas uma versão mais branda da anistia, que mantenha a inelegibilidade do ex-presidente, teria possibilidade de prosperar entre deputados e senadores. Em conversas reservadas, o parlamentar tem repetido que “não há clima na Casa” e que o caminho para pacificar o país não passa por um perdão irrestrito.

O presidente Lula (PT) reforçou essa posição em almoço no Palácio da Alvorada, quando pediu que a Câmara não leve a proposta à votação.

No Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) articula uma alternativa: alterar o Código Penal para reduzir penas de envolvidos nos atos de 8 de janeiro e na trama golpista, sem alcançar diretamente Bolsonaro.

Parlamentares governistas, como Lindbergh Farias (PT-RJ) e Zeca Dirceu (PT-PR), já sinalizaram que, caso a urgência da matéria seja pautada, o objetivo será derrotar o texto em plenário. “Eles vão precisar de 257 votos. Não deve pautar, mas se pautar temos que derrotar”, disse Lindbergh.

Pesquisas também reforçam a dificuldade de aprovação. Levantamento do Datafolha aponta que 54% dos brasileiros rejeitam a anistia a Bolsonaro, enquanto 39% apoiam. O desgaste político atinge até aliados, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que tem defendido a medida em articulação com o Centrão.

No PL, a situação é delicada. A recente declaração de Valdemar Costa Neto, admitindo a tentativa de golpe – e posteriormente recuada –, aumentou a crise interna. Dirigentes agora discutem alternativas, como retomar a chamada “PEC da Blindagem”, que busca limitar investigações contra parlamentares, ou defender uma anistia restrita a manifestantes do 8 de janeiro, que poderia avançar com aval do Congresso e do STF.

Motta também se reuniu com Alcolumbre para debater o tema. Embora afirme que sua posição dependerá da maioria dos deputados, aliados avaliam que o presidente da Câmara não pretende pautar nada que represente confronto direto com o Supremo.

Para lideranças do Congresso, o recado é claro: a anistia ampla, geral e irrestrita perdeu fôlego e dificilmente terá espaço na pauta da Câmara.
Você acha que a anistia restrita aos manifestantes do 8 de janeiro deve ser discutida pelo Congresso, ou o tema deve ser arquivado de vez?

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fonte:dcm

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