A esposa do lutador cearense Godofredo Pepey, Samara Mello, usou suas redes sociais nesta quinta-feira (3) para denunciar a violência doméstica que sofreu e compartilhar uma foto com o rosto machucado. O lutador, que mora com ela nos Estados Unidos, foi preso na segunda-feira (30) na cidade de Deerfield Beach, Flórida, acusado de agressão, sequestro com lesão corporal, intimidação da vítima e obstrução de comunicação com a polícia.
Samara, que foi acolhida pela Fighting Foundation – organização da lutadora Rose Gracie que auxilia vítimas de violência no meio esportivo –, desabafou sobre o caso:
"Quero dizer o que muitos jamais vão dizer: a violência doméstica é real no mundo dos esportes e, na comunidade de esportes de combate, ainda é um tabu que poucos têm coragem de mencionar. Não podemos mais fingir que isso não existe. A violência doméstica vem em muitas formas: física, emocional, mental, sexual e financeira, e nenhuma delas é aceitável."
O que aconteceu?
De acordo com relatos policiais, Pepey agrediu Samara, destruiu parte da casa e a impediu de sair ou pedir ajuda. Vizinhos acionaram a polícia, que prendeu o lutador. A fiança foi fixada em US$ 120 mil (cerca de R$ 651 mil), e ele ainda corre risco de deportação.
"Estou me reerguendo"
Em seu desabafo, Samara afirmou que está se recuperando e que quer ajudar outras mulheres que passam por situações semelhantes:
"Quando a violência acontece dentro de casa, não destrói só uma família, impacta toda a comunidade. Precisamos parar de tratar isso como um segredo – é no silêncio que a violência cresce. Espero que as autoridades no Brasil e no mundo entendam que o sangue no meu rosto e no meu corpo escorre nas mãos de quem ainda vê o feminicídio como uma estatística e não faz o suficiente para mudar isso."
Ela ainda agradeceu o apoio recebido, especialmente da Fighting Foundation, e reforçou a importância de quebrar o silêncio sobre a violência contra a mulher.
O que diz a lei?
Nos EUA, crimes de violência doméstica são tratados com rigor, podendo resultar em prisão, deportação e restrições legais permanentes. No Brasil, a Lei Maria da Penha também assegura proteção às vítimas, mas muitos casos ainda são subnotificados.
E você, o que acha que pode ser feito para combater a violência doméstica no meio esportivo e na sociedade? Deixe sua opinião nos comentários.
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Via DN
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