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O que é a polilaminina e por que ela virou destaque na ciência brasileira

Por Central FM 104,92 min de leitura
O que é a polilaminina e por que ela virou destaque na ciência brasileira

A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) colocou em evidência nas últimas semanas um composto científico que pode representar avanço no tratamento de lesões medulares: a polilaminina. A substância, recriada em laboratório a partir da proteína laminina — produzida naturalmente pelo corpo humano — vem sendo estudada como alternativa para estimular a regeneração da medula espinhal.

A pesquisa é liderada pela cientista Tatiana Sampaio, que há mais de duas décadas estuda os mecanismos de associação entre proteínas. A laminina, encontrada naturalmente na placenta, possui potencial de reorganização celular. A partir dela, foi desenvolvida a polilaminina, com o objetivo de estimular a reconexão de neurônios lesionados.

Como funciona

A medula espinhal integra o sistema nervoso central e é responsável por transmitir os sinais do cérebro para o corpo. Quando ocorre uma lesão — geralmente por acidentes de trânsito, quedas ou traumas — essa comunicação é interrompida, podendo causar paralisia parcial ou total.

A proposta da polilaminina é atuar diretamente no local da lesão, estimulando a reorganização das fibras nervosas e favorecendo a criação de novas conexões. A expectativa é que isso permita a recuperação parcial dos movimentos em casos de lesão medular aguda.

O que já foi observado

Os primeiros testes clínicos foram autorizados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em janeiro do ano passado. O medicamento está atualmente na fase 1 de estudos clínicos, etapa que avalia principalmente a segurança da substância.

Até agora, oito voluntários participaram da pesquisa formal, e dois apresentaram melhora significativa. Entre os casos divulgados está o do analista Bruno Drummond de Freitas, que recuperou parte dos movimentos após aplicação experimental. Outro exemplo é o policial militar Romildo Leobino, que relatou melhora na força das mãos dias após o procedimento.

Apesar dos resultados considerados promissores, especialistas alertam que ainda não há comprovação científica definitiva da eficácia do tratamento, especialmente em casos de lesão crônica.

Tratamento já está disponível?

Não. O medicamento ainda não foi aprovado para uso amplo. Está restrito à fase inicial de testes clínicos. Mesmo assim, o laboratório responsável pela produção, a Crisália, já contabiliza dezenas de ações judiciais de pacientes que buscam acesso ao produto fora do protocolo oficial de pesquisa.

Médicos reforçam que é fundamental seguir as etapas da validação científica, que incluem segurança, eficácia e posterior incorporação ao sistema de saúde. O processo pode levar meses ou até anos.

A polilaminina surge como uma esperança para pacientes com lesão medular, mas ainda depende de estudos mais amplos para confirmar seu real potencial terapêutico.

fonte:DN

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