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Onze cidades do Ceará receberão 509 casas do Minha Casa, Minha Vida Rural; veja lista completa

Por Central FM 104,92 min de leitura
Onze cidades do Ceará receberão 509 casas do Minha Casa, Minha Vida Rural; veja lista completa

O Ceará segue avançando na área habitacional com a ampliação do programa Minha Casa, Minha Vida Rural. Em 2025, o estado será contemplado com 509 novas unidades residenciais distribuídas em 11 municípios do interior. A iniciativa integra uma série de autorizações publicadas no Diário Oficial da União e tem como objetivo reduzir o déficit habitacional nas zonas rurais.

De acordo com a Caixa Econômica Federal, responsável pela operação do programa, desde a retomada do MCMV em 2023, já foram contratados 52 projetos na modalidade rural em território cearense, o que representa mais de 2 mil moradias em construção ou em fase de contratação.

As unidades são destinadas a agricultores familiares, trabalhadores rurais e famílias que vivem em comunidades rurais. Esses grupos devem estar organizados por entidades públicas ou privadas sem fins lucrativos, como associações, cooperativas ou sindicatos, e se enquadrar na Faixa Rural 1 — famílias com renda bruta anual de até R$ 40 mil.

Municípios contemplados

As 509 novas residências serão distribuídas nos seguintes municípios cearenses:

  • Morada Nova

  • Quixadá

  • Quixeramobim

  • Limoeiro do Norte

  • Russas

  • Jaguaribe

  • Iguatu

  • Crateús

  • Itatira

  • Boa Viagem

  • Canindé

Como funciona a contratação

A contratação das moradias ocorre após a autorização oficial e passa por duas etapas: emissão das minutas contratuais e assinatura dos contratos com as entidades organizadoras e as famílias selecionadas. As famílias interessadas devem apresentar documentos como o Cadastro da Agricultura Familiar (CAF) ou a Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP), além de comprovantes de renda formal ou informal.

Após o contrato assinado, as entidades organizadoras ficam responsáveis por fiscalizar e gerenciar as obras, que devem seguir critérios técnicos e sociais definidos pelo Ministério das Cidades e pela Caixa Econômica.

Impactos econômicos e sociais

Segundo o economista João Mário de França, professor da UFC e pesquisador do FGV Ibre, o déficit habitacional na zona rural é alto e impacta diretamente o acesso das famílias à saúde, educação e alimentação. “A falta de moradia adequada no campo gera exclusão e compromete o bem-estar físico e mental dessas populações”, pontua.

O programa também estimula a economia local. “Ele dinamiza a construção civil, cria empregos e movimenta o comércio nos municípios onde as obras acontecem, o que gera mais arrecadação para as prefeituras”, complementa.

Patriolino Dias, presidente do Sinduscon-CE, reforça que o programa leva ao interior os mesmos benefícios já disponíveis nas grandes cidades. “Com subsídios e juros acessíveis, famílias de cidades como Morada Nova, por exemplo, podem finalmente conquistar a casa própria”, disse.

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Fonte: Diário do Nordeste

E você, conhece alguma família da zona rural que será beneficiada com o programa? Conte para a gente nos comentários!

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