A reprovação ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apresentou leve queda, segundo a mais recente pesquisa do Instituto Datafolha divulgada nesta quinta-feira (12). O levantamento mostra que a reprovação passou de 41% em fevereiro para 38% em abril, e agora caiu para 40%. Já a aprovação do governo oscilou negativamente, ficando em 28%, um ponto a menos que os 29% registrados anteriormente.
Mesmo com a leve melhora, o índice de aprovação segue entre os piores já registrados nos três mandatos de Lula, e a percepção geral do governo continua estagnada.
A principal mudança no cenário político recente foi causada pelo escândalo envolvendo o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A Operação Sem Desconto, da Polícia Federal, revelou um desvio estimado de R$ 6 bilhões em descontos ilegais aplicados sobre aposentadorias. Os recursos eram destinados a entidades ligadas a políticos.
Apesar de indícios de que o esquema começou durante a gestão de Jair Bolsonaro (PL), o caso teve forte impacto na imagem do atual governo, sendo popularmente rotulado como um “roubo de velhinhos”. A repercussão levou à demissão do ministro da Previdência Social, Carlos Lupi, e expôs conflitos internos no Executivo.
A avaliação regular do governo ficou em 31%, praticamente estável em relação aos 32% da pesquisa anterior. Apenas 1% dos entrevistados disseram não saber opinar.
A pesquisa Datafolha foi realizada nos dias 10 e 11 de junho, com 2.004 eleitores de 136 municípios brasileiros. A margem de erro é de dois pontos percentuais.
Ao serem questionados diretamente sobre o desempenho do presidente Lula, 46% disseram aprovar sua atuação (contra 48% em abril), e 50% afirmaram desaprovar (antes eram 49%). Apesar da variação, os números permanecem dentro da margem de estabilidade.
Entre os brasileiros que recebem até dois salários mínimos, a desaprovação caiu de 36% para 33%, enquanto a aprovação subiu levemente de 30% para 32%. Já entre os que possuem ensino superior, a aprovação teve queda de 31% para 25%, mas esse segmento tem uma margem de erro maior, de até 12 pontos.
Desde o início do ano, o governo tem enfrentado dificuldades para reverter sua imagem negativa. O anúncio mal conduzido de uma possível fiscalização sobre o uso do Pix, que foi mal recebido pela população, exigiu recuo da equipe econômica.
Em resposta, Lula trocou o comando da comunicação e nomeou o marqueteiro Sidônio Palmeira para a chefia. A medida, no entanto, teve impacto limitado e foi ofuscada pelos desdobramentos do escândalo no INSS.
Outros episódios também prejudicaram a imagem do Planalto, como a intervenção da primeira-dama Janja em uma reunião com o presidente chinês Xi Jinping, e as indefinições sobre a alíquota do IOF. Nenhum desses fatos, porém, teve a força e o alcance do caso envolvendo a Previdência.
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Fonte: DCM
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