O combate à venda ilegal de medicamentos ganhou força no país com a deflagração da Operação Heavy Pen, conduzida pela Polícia Federal em parceria com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária. A ação atingiu o Ceará e outros 11 estados, com foco na pirataria de canetas injetáveis utilizadas no tratamento da obesidade e controle da glicose.
Durante a operação, foram cumpridos 45 mandados de busca e apreensão em diversas regiões do país. As investigações apontam a existência de um esquema que envolvia farmácias de manipulação e movimentou cerca de R$ 4,8 milhões em transações suspeitas.
Entre os materiais apreendidos, foram identificados insumos suficientes para a produção de mais de 1 milhão de canetas injetáveis. Também chamou atenção a presença da substância retatrutida, ainda em fase de estudos clínicos e sem registro em agências reguladoras em todo o mundo.
As equipes encontraram ainda mais de 17 mil frascos de tirzepatida manipulados de forma irregular, além de grande quantidade de insumos farmacêuticos ativos e mais de 37 mil ampolas de substâncias diversas, muitas delas sem prescrição médica.
A operação foi realizada em estados como São Paulo, Goiás, Paraná e Rio Grande do Norte, entre outros, e reforça o alerta das autoridades sobre os riscos do uso de medicamentos sem autorização sanitária, especialmente aqueles comercializados de forma clandestina.
Segundo os órgãos envolvidos, além de ilegal, o uso desses produtos pode representar sérios riscos à saúde da população, já que não há garantia de qualidade, eficácia ou segurança.
Fonte:CearáAgora
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