A Polícia Federal (PF) solicitou a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no dia 11 de julho de 2025, mas o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), optou por medidas mais brandas, como o uso de tornozeleira eletrônica. A informação foi revelada pelo jornal O Estado de S. Paulo nesta quarta-feira (7).
No documento, ainda sob sigilo, a PF descartava a aplicação de prisão domiciliar ou monitoramento eletrônico. A corporação alegava que apenas a prisão preventiva poderia conter possíveis interferências de Bolsonaro nas investigações da tentativa de golpe de Estado e evitar que o ex-presidente usasse sua influência internacional para provocar retaliações dos Estados Unidos contra o Brasil.
Apesar do pedido, o ministro Moraes decidiu seguir o parecer do procurador-geral da República, Paulo Gonet, que considerou a prisão preventiva uma medida "muito drástica". Em vez disso, recomendou o uso da tornozeleira como forma de monitoramento e contenção.
A decisão de Moraes foi tomada no dia 18 de julho, com um alerta: “O descumprimento de qualquer uma das medidas cautelares implicará na revogação e decretação da prisão, nos termos do art. 312, §1º, do CPP”, escreveu o ministro.
Prisão domiciliar após descumprimentos
Após a aplicação da tornozeleira, Bolsonaro passou a ser monitorado eletronicamente, mas voltou a descumprir ordens judiciais, especialmente ao se manifestar por meio de redes sociais de aliados. Isso levou Moraes a decretar, nesta semana, a prisão domiciliar do ex-presidente.
Diferente da medida anterior, desta vez o ministro não solicitou parecer da Procuradoria-Geral da República, com base no descumprimento de medidas já impostas.
Atualmente, Bolsonaro está proibido de sair de casa, usar celular ou redes sociais, e só pode receber visitas mediante autorização da Justiça.
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Fonte:DCM
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