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PF prende dono do Banco Master um dia após venda bilionária

Por Central FM 104,93 min de leitura
PF prende dono do Banco Master um dia após venda bilionária

A Polícia Federal prendeu, na manhã desta terça-feira (18), o banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, durante a Operação Compliance Zero. A ação foi deflagrada após irregularidades identificadas pelo Banco Central e cumpre sete mandados de prisão e 25 mandados de busca e apreensão em cinco estados brasileiros.

Segundo a PF, o objetivo é combater a emissão de títulos de crédito falsos por instituições financeiras que integram o Sistema Financeiro Nacional. As investigações apuram possíveis crimes de gestão fraudulenta, gestão temerária, formação de organização criminosa e outras infrações.

A apuração teve início em 2024, após o Ministério Público Federal solicitar a verificação de suposta fabricação de carteiras de crédito insubsistentes, vendidas a outra instituição financeira e posteriormente substituídas por ativos sem avaliação técnica adequada.

Daniel Vorcaro foi preso em sua residência, localizada no Jardim Europa, em São Paulo, por ordem da Justiça Federal de Brasília. Seu sócio, Augusto Lima, também foi detido nesta terça. Ambos são investigados por irregularidades relacionadas à venda frustrada do Banco Master ao BRB.

A operação ocorre menos de 24 horas após a inesperada e contestada proposta de venda do Banco Master ao grupo Fictor Holding Financeira. O anúncio, feito antes de qualquer protocolo no Banco Central, provocou forte desconfiança no mercado financeiro.

Interlocutores do setor afirmam que Vorcaro buscava ganhar tempo ao transferir ao BC a responsabilidade de analisar uma venda considerada complexa e envolvendo um banco em crise — o que poderia retardar uma eventual intervenção. Ele teria afirmado a aliados que a situação da instituição melhoraria após 31 de dezembro, quando termina o mandato do diretor do BC Renato Gomes, considerado por ele o principal crítico das operações do banco. Entretanto, a operação policial avançou antes.

A Fictor, empresa pouco conhecida no setor, declarou que a compra seria apoiada por investidores dos Emirados Árabes Unidos, supostamente detentores de mais de US$ 100 bilhões em ativos. A proposta inclui aporte de R$ 3 bilhões para reforçar o capital da instituição. Segundo a Folha de S.Paulo, no entanto, a oferta não foi protocolada no Banco Central antes do anúncio, o que contraria práticas do sistema financeiro.

O plano da holding previa assumir 100% das ações do Master e renomeá-lo para Banco Fictor, sem incluir o Will Bank e o Banco Master de Investimentos na negociação.

O Banco Master enfrenta dificuldades financeiras há meses. Em março, acumulava cerca de R$ 60 bilhões em depósitos a pagar. Caso não encontrasse solução imediata, o Banco Central poderia decretar intervenção ou até liquidação, caso o banco não honrasse seus CDBs.

Após rejeitar a tentativa de aquisição pelo BRB, o BC reforçou o alerta sobre os riscos de sucessão, ampliando a incerteza sobre a continuidade da instituição financeira.

Nos últimos meses, Vorcaro vendeu ativos pessoais, fechou negócios com o BTG e buscou apoio do Fundo Garantidor de Créditos, que liberou mais de R$ 4 bilhões para cobrir resgates. A auditoria do BC aponta que o Master apostou em ativos de baixa liquidez, como precatórios, ao mesmo tempo em que oferecia altos rendimentos em CDBs garantidos pelo FGC. A instituição vinha se desfazendo de precatórios, imóveis e participações para tentar reequilibrar suas contas.


fonte: DCM


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