O presidente do PSDB Ceará e ex-ministro Ciro Gomes evitou se posicionar sobre a possibilidade de apoiar o senador Flávio Bolsonaro (PL) em uma eventual disputa presidencial. Questionado nesta sexta-feira (23) sobre a chance de uma aliança política, Ciro classificou a pergunta como “desagradável” e afirmou que qualquer definição caberá às direções nacionais dos partidos envolvidos.
“Por que eu apoiaria um camarada que não é do meu partido?”, disse. Segundo ele, tanto o PSDB quanto o União Brasil ainda irão definir, em âmbito nacional, seus posicionamentos eleitorais. “O PSDB vai nacionalmente tomar a posição. O União Brasil vai nacionalmente tomar a posição. Então, quando tiver essa hora, você volta e a gente conversa”, completou.
Ciro concedeu entrevista coletiva em Fortaleza após um encontro com representantes do setor produtivo cearense, mediado pelo deputado estadual Felipe Mota (União Brasil). Durante o evento, o tucano também comentou sobre o próprio futuro político e afirmou que ainda não decidiu se será candidato ao Governo do Ceará.
Segundo ele, há um conflito interno entre razão e emoção. “O meu juízo, machucado pela lembrança do que aconteceu em 2022, não me recomenda ser candidato, mas o meu coração está cada vez mais balançado na direção de entender qual é a minha responsabilidade, o que é necessário. E isso eu estou absolutamente decidido a participar com todo entusiasmo e garra do movimento que promove a mudança do Ceará”, declarou.
Crise com o PL no Ceará
Em 2025, quando voltou ao cenário político local, Ciro iniciou tratativas com o presidente do PL Ceará, André Fernandes, para a formação de uma chapa de oposição para as eleições de 2026. Ao lado do presidente do União Brasil, Capitão Wagner, e do ex-prefeito Roberto Cláudio, a proposta era construir uma frente ampla no Estado.
No entanto, a relação com o PL foi abalada após críticas públicas da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Durante o lançamento da pré-candidatura do senador Eduardo Girão (Novo) ao Governo do Ceará, Michelle relembrou críticas feitas por Ciro a Jair Bolsonaro e questionou a aliança. Na ocasião, os filhos do ex-presidente, incluindo Flávio Bolsonaro, chegaram a sair em defesa de Ciro, mas o partido anunciou posteriormente a suspensão do diálogo.
Ciro x Camilo
Ciro Gomes também comentou as especulações envolvendo o ministro da Educação, Camilo Santana (PT), que avalia deixar o MEC até março deste ano. A possível saída abriria caminho para Camilo disputar cargos majoritários, respeitando o prazo de desincompatibilização.
Para Ciro, a movimentação indicaria que o petista pretende disputar novamente o Governo do Ceará. “Só há uma razão para ele sair, é tomar o lugar do Elmano. Isso não há nenhuma dúvida”, afirmou.
As declarações reforçam o histórico de embates entre Ciro e Camilo, que já foram aliados políticos e hoje mantêm uma relação marcada por trocas de críticas públicas e disputas judiciais. Recentemente, Camilo evitou comentar os ataques do tucano. “Sabe que eu não falo sobre o Ciro. Aliás, só falo com ele na Justiça”, declarou durante solenidade no Ministério Público do Ceará.
Fonte: DN
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