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Presidentes da Câmara e do Senado faltam a evento do IR e aumentam desgaste com governo Lula

Por Central FM 104,92 min de leitura
Presidentes da Câmara e do Senado faltam a evento do IR e aumentam desgaste com governo Lula

A cerimônia de sanção da nova lei que isenta do Imposto de Renda trabalhadores que ganham até R$ 5 mil mensais ocorreu nesta quarta-feira (25), no Palácio do Planalto, mas chamou atenção por duas ausências de peso: o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Ambos decidiram não comparecer ao evento, realizado com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de parlamentares aliados do governo.

Embora oficialmente as assessorias tenham atribuído as ausências a "agenda intensa" e compromissos internos no Senado, aliados dos dois parlamentares afirmam que o verdadeiro motivo está relacionado ao clima de tensão política entre o governo e a cúpula do Congresso. Pessoas próximas a Alcolumbre afirmam que "não tem clima" para participação em um evento ao lado do Planalto no momento.

A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, responsável pela articulação política do governo, minimizou as ausências e destacou o papel decisivo que ambos tiveram na tramitação da matéria. Ela afirmou que a falta dos presidentes “em nada ofusca” o apoio das duas Casas ao projeto que, além de isentar quem ganha até R$ 5 mil, também ampliou reduções de alíquota para salários até R$ 7.350 após negociações na Câmara.

Segundo apuração da GloboNews, o Planalto chegou a montar um grupo de mensagens com as equipes de Motta e Alcolumbre para organizar a participação deles na cerimônia. Até discursos foram oferecidos aos presidentes do Legislativo, mas nenhuma das tentativas convenceu. A decisão de não comparecer foi reforçada pelo fato de que ambos já sabiam da ausência um do outro.

O clima de desgaste entre governo e Congresso se intensificou nos últimos dias. Na Câmara, Hugo Motta rompeu politicamente com o líder do PT, Lindbergh Farias (PT-RJ), após críticas envolvendo o PL Antifacção. Nos bastidores, aliados afirmam que Motta teria sido acusado de tentar “roubar protagonismo” do governo — e que a decisão de faltar ao evento do IR seria uma resposta indireta a essas tensões.

No Senado, a insatisfação de Davi Alcolumbre envolve diretamente a disputa pela indicação ao Supremo Tribunal Federal. Integrantes da Casa afirmam que houve desconforto com a defesa pública do nome de Jorge Messias, feita pelo senador Jaques Wagner (PT-BA), antes mesmo da decisão final do presidente Lula. Alcolumbre defendia a indicação do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para a vaga deixada por Luís Roberto Barroso.

Apesar dos atritos, o líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), tenta minimizar o impacto e reforça que divergências não devem comprometer a agenda prioritária. Ele destacou que, mesmo com as desavenças públicas entre líderes partidários, o diálogo institucional deve prevalecer para garantir votações importantes até o fim do ano legislativo.

fonte:g1

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