A produção industrial brasileira recuou 0,2% em julho na comparação com junho, chegando a quatro meses seguidos sem crescimento, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (3) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da Pesquisa Industrial Mensal.
No acumulado de abril a julho, a indústria registrou perda de 1,5%, com quedas em abril (-0,7%) e maio (-0,6%) e estabilidade em junho (0%). Apesar do cenário recente, em relação a julho de 2024, houve ligeiro avanço de 0,2%, e nos últimos 12 meses, o setor acumula crescimento de 1,9%.
O gerente da pesquisa, André Macedo, explicou que o resultado negativo é reflexo da política monetária restritiva, com juros altos que encarecem o crédito, aumentam a inadimplência e afetam consumo e investimento. Atualmente, a taxa Selic está em 15% ao ano, o maior patamar desde julho de 2006.
Em julho, o IPCA acumulou 5,23% em 12 meses, acima da meta do governo, que é de 3% com tolerância de 1,5 ponto percentual.
Setores com destaque
Na passagem de junho para julho, 13 das 25 atividades industriais tiveram queda, com as principais sendo:
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Metalurgia: -2,3%
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Outros equipamentos de transporte: -5,3%
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Impressão e reprodução de gravações: -11,3%
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Bebidas: -2,2%
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Manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos: -3,7%
As atividades com alta foram lideradas por produtos farmoquímicos e farmacêuticos (7,9%), alimentícios (1,1%), indústrias extrativas (0,8%) e produtos químicos (1,8%).
Entre as grandes categorias, bens de consumo duráveis (-0,5%) e bens de capital (-0,2%) registraram recuo, enquanto bens intermediários cresceram 0,5% e bens de consumo semi e não duráveis avançaram 0,1%.
O gerente do IBGE afirmou que o resultado também reflete expectativas em relação ao tarifaço americano, que só entrou em vigor na primeira semana de agosto, afetando decisões futuras de empresários voltados ao mercado externo.
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fonte: AgênciaBrasil
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