A pouco mais de um ano das eleições estaduais, o Partido dos Trabalhadores (PT) no Ceará enfrenta uma reconfiguração interna, marcada pelo surgimento da corrente Campo Popular, que desafia a hegemonia dos grupos tradicionais ligados ao Campo Democrático (liderado pelo deputado José Guimarães) e ao Campo de Esquerda (comandado pela deputada Luizianne Lins).
A nova força: Campo Popular
Formado em março, o Campo Popular reúne aliados do governador Elmano de Freitas e do ministro da Educação, Camilo Santana, incluindo nomes como:
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A senadora Augusta Brito;
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O deputado estadual Acrísio Sena;
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O ex-vice-governador Professor Pinheiro;
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O ex-deputado Antônio Carlos, cotado para assumir o PT em Fortaleza.
O grupo busca ampliar sua influência no partido, disputando espaços antes dominados pelas correntes tradicionais.
Disputa pelo controle do PT estadual e municipal
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No diretório estadual, o Campo Democrático mantém a maioria e apoia a reeleição de Antônio Conin à presidência, mas o Campo Popular recusou ceder a maioria dos cargos, gerando tensão.
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Em Fortaleza, o Campo Popular deve lançar Antônio Carlos para a presidência municipal, com apoio do Campo Democrático, ameaçando a hegemonia de Luizianne Lins na capital.
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O Campo de Esquerda, por sua vez, deve ter a vereadora Adriana Almeida como candidata, mas com chances consideradas baixas.
Eleições internas e estratégias para 2026
O Processo de Eleições Diretas (PED) do PT, marcado para julho, definirá os novos rumos do partido no estado. Enquanto isso, as correntes buscam atrair mais filiados e fechar acordos paralelos para fortalecer suas bases.
O pano de fundo é a disputa pelo controle da máquina partidária visando as eleições de 2026 (nacional e estadual) e 2028 (municipal). Com Elmano de Freitas buscando a reeleição e Camilo Santana mantendo influência, o PT cearense se prepara para um novo ciclo político.
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Fonte: DN
