O Centrão intensifica articulações para as eleições de 2026 enquanto o ex-presidente Jair Bolsonaro enfrenta processo criminal e vê seu capital político diminuir. Com o julgamento da trama golpista previsto para as próximas semanas, o bloco político se movimenta para garantir protagonismo independente, afastando-se do clã Bolsonaro.
Nos bastidores, o descolamento já é percebido. O senador Ciro Nogueira (PP-PI), ex-ministro de Bolsonaro, reafirma defesa da anistia, mas destaca a necessidade de avanço rápido da direita: “Defendo que o mais rapidamente possível possamos definir um quadro que nos leve à vitória”, afirmou.
ACM Neto (União Brasil) sinaliza que o bloco seguirá à direita, buscando uma candidatura de oposição ao governo Lula. Críticas dos filhos de Bolsonaro, como o vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ), que chamou quatro governadores do bloco de “ratos oportunistas”, também contribuem para o afastamento de integrantes do clã.
O deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), por sua articulação golpista nos EUA, foi descartado como parceiro político pelo Centrão. Lideranças do MDB afirmam: “Esse não tem condições”, inviabilizando protagonismo do deputado nas eleições de 2026.
Entre os nomes mais cotados para representar o bloco estão Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), Ratinho Jr. (PSD-PR), Ronaldo Caiado (União Brasil-GO) e Romeu Zema (Novo-MG). Caciques defendem candidatos equilibrados, com Tarcísio de Freitas despontando como favorito, ainda sem anúncio oficial.
Enquanto o bolsonarismo radicaliza, com manifestações e motins de 30 horas, o Centrão atua de forma pragmática, ajustando discursos sobre políticas públicas, como o tarifaço, sem confrontar diretamente eleitores de Bolsonaro.
Pré-candidatos ao Planalto do bloco participam de agendas de pré-campanha, reuniões e articulações estratégicas. Ciro Nogueira projeta integrar uma chapa presidencial como vice de Tarcísio ou, em alternativa, de Michelle Bolsonaro, cuja intenção de voto supera a dos filhos do ex-presidente, segundo pesquisas recentes.
Apesar das disputas, o Centrão mantém vínculos com o governo federal. Ministros da federação União Brasil-PP não devem deixar cargos, como Celso Sabino (Turismo) e André Fufuca (Esporte), que planejam candidaturas ao Senado em 2026 enquanto permanecem na administração.
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Fonte:DCM
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