O programa Reforma Casa Brasil deve injetar pelo menos R$ 300 milhões no setor de materiais de construção civil do Ceará em 2026, segundo estimativa de Carlito Lira, presidente da Associação dos Comerciantes de Materiais de Construção do Ceará (Acomac) e vice-presidente da Anamac.
Lançado pelo Governo Federal nesta segunda-feira (3), o programa oferece linhas de crédito para famílias com renda mensal bruta de até R$ 9,6 mil realizarem reformas em suas residências. A expectativa é que o mercado cearense cresça mais de 5% no próximo ano.
“Em 2024, o setor faturou cerca de R$ 6 bilhões no Estado, através das mais de 4 mil lojas de material de construção instaladas em todos os municípios cearenses. Com o programa, podemos ultrapassar R$ 6,6 bilhões em 2026”, destacou Lira.
De acordo com o empresário, cerca de 70% das vendas do setor no país são destinadas a reformas e autoconstruções — quando o próprio morador administra a obra. Materiais de acabamento básico, como tintas, pisos, louças, metais e telhas, devem liderar as vendas.
Atualmente, o comércio de materiais de construção emprega cerca de 50 mil trabalhadores diretos no Ceará.
Mão de obra e capacitação
Apesar do otimismo, o setor enfrenta o desafio da falta de profissionais qualificados. Segundo o construtor e empresário Tácito Almeida, o crescimento pode ser limitado pela escassez de pedreiros, carpinteiros e encanadores.
“Hoje é difícil encontrar profissionais com qualificação adequada. O setor precisa investir em capacitação para acompanhar a demanda”, alertou.
Oportunidade para arquitetos e engenheiros
A conselheira do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Ceará (CAU/CE), Cecília Amorim, vê no programa uma chance para ampliar o acesso a serviços de arquitetura.
“Cerca de 80% das obras no país são feitas sem acompanhamento técnico. Esse programa pode mudar essa realidade, permitindo que famílias de menor renda percebam o valor de um projeto bem planejado”, afirmou.
Investimento nacional
O Reforma Casa Brasil prevê investimento total de R$ 40 bilhões em todo o país. O crédito, com juros entre 1,17% e 1,95%, poderá ser pago em até 60 meses. As famílias podem financiar entre R$ 5 mil e R$ 30 mil, conforme a faixa de renda e avaliação do imóvel.
Os recursos podem ser usados em materiais, mão de obra, energia solar, pintura, troca de telhado, revestimentos e até construção de novos cômodos. Apenas imóveis em áreas urbanas podem ser beneficiados.
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Fonte:Diário do Nordeste
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