Uma nova pesquisa da Quaest, encomendada pela Genial Investimentos, revela o maior desgaste do governo Lula no Congresso Nacional desde o início de seu mandato em 2023. O aumento da rejeição entre parlamentares independentes e a fragmentação da base aliada acendem um sinal de alerta para a governabilidade e para os rumos da disputa presidencial em 2026.
Avaliação geral: mais críticos, menos apoio
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46% dos deputados avaliam o governo como negativo (ante 42% em 2024).
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Apenas 27% têm avaliação positiva, queda em relação aos 35% de 2023.
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24% consideram o governo regular, e 3% não opinaram.
A pesquisa ouviu 203 deputados entre maio e junho, com margem de erro de 4,5 pontos percentuais.
Independentes viram as costas para Lula
O grupo dos parlamentares sem alinhamento fixo, crucial para aprovar projetos, está mais crítico:
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44% avaliam o governo como ruim (ante 20% em 2023).
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Apenas 8% têm opinião positiva, queda de 10 pontos em dois anos.
Enquanto isso, 71% dos governistas mantêm avaliação positiva, e 96% da oposição reprovam a gestão Lula.
Relação com o Congresso piora
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51% dos deputados consideram a relação com o Planalto negativa (ante 41% em 2023).
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Apenas 18% veem o diálogo como positivo.
Diferenças regionais e ideológicas
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Nordeste é a única região com avaliação equilibrada (37% positiva x 33% negativa).
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Sudeste, Sul e Centro-Oeste/Norte têm maioria crítica.
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Esquerda mantém apoio firme (84% positivo), enquanto a direita rejeita massivamente (86% negativo).
2026: Oposição é favorita, mas Lula ainda pode disputar
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68% acreditam que Lula tentará a reeleição.
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50% veem a oposição como favorita, contra 35% que apostam no governo.
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Tarcísio de Freitas (49%) é o nome mais citado como principal adversário.
STF e Hugo Motta: avaliações em destaque
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Supremo Tribunal Federal tem 48% de avaliação negativa, com 49% dos deputados criticando supostas invasões de competências do Congresso.
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Já o presidente da Câmara, Hugo Motta, tem 68% de aprovação, com destaque entre independentes (82%).
O que isso significa para o governo?
O aumento da rejeição entre independentes e a fragmentação da base aliada podem dificultar a aprovação de reformas, como a tributária e medidas fiscais. O Planalto precisará negociar mais cargos e orçamento para garantir apoio, elevando o custo político da governança.
E você, acha que o governo Lula conseguirá recuperar apoio no Congresso até 2026? Deixe sua opinião nos comentários!
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Fonte: Focus Poder
