Nesta terça-feira (24), a partir das 10h, o Supremo Tribunal Federal (STF) realizará uma acareação entre réus e testemunhas da ação penal que investiga um suposto golpe de Estado para manter o ex-presidente Jair Bolsonaro no poder após a derrota nas eleições de 2022.
Os primeiros a serem confrontados serão o tenente-coronel Mauro Cid, ex-assessor de Bolsonaro e delator do suposto plano golpista, e o general Walter Braga Netto, ex-ministro da Defesa e da Casa Civil. A defesa de Braga Netto, que pediu o confronto, acusa Cid de mentir em seus depoimentos.
Na delação premiada, Cid afirmou que Braga Netto teria entregue R$ 100 mil em uma sacola de vinho para financiar a operação. Além disso, relatou que um plano para monitorar e até assassinar autoridades teria sido discutido na casa do general – acusações veementemente negadas por Braga Netto, preso desde dezembro de 2023 por obstrução de investigação.
A acareação, que será fechada ao público, contará apenas com a presença do ministro Alexandre de Moraes (relator do caso), dos réus, seus advogados e representantes da Procuradoria-Geral da República (PGR). O objetivo é esclarecer contradições nos depoimentos e fornecer mais elementos para o julgamento.
Também serão ouvidos o ex-ministro da Justiça Anderson Torres, réu no processo, e o ex-comandante do Exército Marco Antônio Freire Gomes, que depõe como testemunha. A defesa de Torres alega que há pontos "nevrálgicos" no depoimento de Gomes que precisam ser esclarecidos.
Após essa fase, os cinco ministros da Primeira Turma do STF – Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Luiz Fux, Flávio Dino e Cármen Lúcia – decidirão se condenam ou absolvem os réus. A ação mira o chamado "núcleo crucial" do suposto golpe, que inclui Bolsonaro, apontado como líder e principal beneficiário do esquema.
Lista de réus na ação:
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Alexandre Ramagem (ex-diretor da Abin e deputado federal)
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Almir Garnier (ex-comandante da Marinha)
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Anderson Torres (ex-ministro da Justiça)
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Augusto Heleno (ex-ministro do GSI)
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Jair Bolsonaro (ex-presidente)
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Paulo Sérgio Nogueira (ex-ministro da Defesa)
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Walter Braga Netto (ex-ministro e ex-candidato a vice)
O caso segue em andamento, e novas etapas, como perícias e outros depoimentos, ainda podem ser solicitadas.
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Fonte: Agencia Brasil
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