A desfiliação do deputado federal Danilo Forte provocou preocupação entre dirigentes do União Brasil no Ceará. Nos bastidores, lideranças da sigla avaliam que a saída do parlamentar pode afetar diretamente a estratégia eleitoral do partido para as eleições de 2026.
A avaliação interna é de que a decisão pode desencadear novos movimentos dentro da legenda, com possibilidade de outros deputados federais também reconsiderarem sua permanência no partido. O cenário levanta dúvidas sobre a meta da sigla de eleger pelo menos quatro representantes cearenses para a Câmara dos Deputados.
O momento de instabilidade ocorre paralelamente ao processo de formalização da federação partidária entre o União Brasil e o Progressistas (PP), que aguarda análise do Tribunal Superior Eleitoral. A aliança, chamada de Federação União Progressista, busca fortalecer as duas legendas no cenário político nacional.
No Ceará, no entanto, o ambiente político ainda é incerto. A deputada federal Fernanda Pessoa avalia a possibilidade de mudança partidária e analisa alternativas políticas, entre elas o Partido Democrático Trabalhista (PDT), que integra a base de apoio do governo estadual.
Caso a mudança se confirme, o União Brasil poderá perder duas cadeiras na bancada federal cearense, considerando os votos obtidos por Danilo Forte e Fernanda Pessoa nas eleições de 2022.
Já o deputado federal Moses Rodrigues adota uma postura mais cautelosa. O parlamentar acompanha as articulações políticas, mas, até o momento, permanece no partido.
Entre lideranças estaduais e pré-candidatos à Câmara dos Deputados, o clima é de apreensão. A eventual saída de parlamentares pode reduzir significativamente o capital eleitoral da legenda no estado, o que pode impactar a competitividade da sigla nas próximas eleições.
A direção do União Brasil terá até o prazo das articulações partidárias para reorganizar a base política, buscar novos nomes e manter o projeto eleitoral viável para 2026.
No cenário político mais amplo, o União Brasil integra a aliança com o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), que tem o ex-ministro Ciro Gomes como pré-candidato ao Governo do Ceará. Dentro desse bloco político, também cresce a articulação para que o ex-deputado Capitão Wagner dispute uma vaga ao Senado Federal.
Aliados afirmam que, apesar da visibilidade nas pesquisas, Capitão Wagner também avalia a possibilidade de disputar novamente uma vaga na Câmara dos Deputados, cargo que já ocupou.
Fonte:CearáAgora
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