Um servidor do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) fez uma denúncia à Polícia Federal em 2020 sobre irregularidades em descontos de benefícios de aposentados e pensionistas. O caso, que ganhou repercussão recentemente, revela um esquema que pode ter movimentado milhões.
Em depoimento, o então funcionário da diretoria central do INSS relatou um aumento anormal no número de filiados da Confederação Nacional de Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer) em 2020. Segundo ele, em janeiro daquele ano, a entidade tinha cerca de 80 mil associados com descontos em benefícios, número que saltou para mais de 250 mil em outubro – mesmo com o acordo da Conafer suspenso na época.
O servidor, que pediu anonimato por ter sofrido ameaças, afirmou que as intimidações começaram após ele identificar irregularidades nos processos de desconto. A Polícia Federal abriu investigação, mas o caso foi arquivado em 2024 sem indiciamentos.
Operação recente e esquema milionário
Em abril de 2025, a PF deflagrou uma operação para desarticular o suposto esquema, que resultou na queda do ministro da Previdência e do então presidente do INSS. A Controladoria-Geral da União (CGU) apontou que a Conafer foi a entidade que mais aumentou o volume de descontos entre 2019 e 2024, passando de R$400mil para R$ 202 milhões em 2023.
Ainda em 2021, a Justiça determinou que a PF assumisse as investigações. Durante as apurações, descobriu-se que o presidente da Conafer, Carlos Roberto Ferreira Lopes, e sua esposa, Bruna Braz, negociaram cinco imóveis, incluindo uma fazenda avaliada em R$ 3 milhões.
Defesa e falta de respostas
Carlos Lopes negou envolvimento em descontos indevidos, alegando que a responsabilidade seria da Dataprev, empresa que processa pagamentos do INSS. A Conafer não se manifestou sobre as acusações.
E você, o que acha desse caso? Acredita que a investigação trará justiça aos aposentados afetados? Deixe sua opinião nos comentários!
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Fonte: G1
