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Tarifaço de Trump já afeta o Ceará: 27 contêineres deixam de ser exportados

Por Central FM 104,92 min de leitura
Tarifaço de Trump já afeta o Ceará: 27 contêineres deixam de ser exportados

O tarifaço imposto pelos Estados Unidos ao Brasil entrou em vigor nesta quarta-feira (6) e já começa a provocar impactos imediatos na economia cearense. Ao menos 27 contêineres com produtos destinados ao mercado norte-americano tiveram o embarque interrompido no primeiro dia de validade da tarifa de 50% sobre itens brasileiros. A informação foi confirmada por Ricardo Cavalcante, presidente da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec).

Do total de cargas retidas, 20 contêineres continham castanha de caju e outros sete eram de pescados — dois dos principais produtos da pauta exportadora do Ceará. A estimativa da Fiec é de que aproximadamente 8 mil postos de trabalho estejam ameaçados no estado, diante da perda de competitividade dos produtos brasileiros nos Estados Unidos.

Além do impacto imediato nas exportações, a nova política comercial dos EUA afeta diretamente o setor produtivo cearense, que tem nos americanos seu principal mercado. Em 2024, 44,9% das exportações do estado tiveram como destino os Estados Unidos. No primeiro semestre de 2025, esse número subiu para 51%.

Medidas do Governo do Ceará

Diante da gravidade da situação, o governador Elmano de Freitas anunciou um pacote emergencial de medidas para amenizar os prejuízos causados às empresas e trabalhadores cearenses. As ações incluem:

  • Auxílio financeiro a empresas exportadoras;

  • Compra de produtos para abastecimento de programas sociais e merenda escolar;

  • Antecipação de pagamentos de créditos de ICMS;

  • Ampliação de incentivos fiscais;

  • Criação de um Comitê Estratégico para monitorar a crise.

Além disso, o governador tem intensificado o diálogo com os setores mais afetados, como os de pescados, castanha de caju, água de coco, cera, couro e calçados. Reuniões com representantes desses segmentos estão sendo agendadas individualmente.

“É hora de união. Estamos ouvindo cada setor para construir soluções conjuntas. Essa luta é de todos nós que queremos o bem do Ceará”, declarou Elmano.

Tentativas de diversificação

Outra frente de ação será a busca por novos mercados internacionais. Elmano informou que já tem reunião marcada com o consulado da China para discutir possibilidades de exportação. “Farei tudo o que estiver ao meu alcance para que nossos produtores e nossa economia não sofram tantas consequências”, afirmou.

Apesar da China ser o maior parceiro comercial do Brasil, os EUA são o principal destino das exportações cearenses. Produtos como aço, pescados, sucos, castanha de caju e pás eólicas compõem o principal portfólio enviado ao exterior.

Os produtos de siderurgia, principal item exportado pelo Ceará, foram poupados da taxação. Já os pescados e calçados serão fortemente impactados. Há dúvidas ainda sobre a situação da castanha de caju, já que o governo americano isentou o item “Brazil nuts”, que geralmente se refere à castanha-do-pará.

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Fonte:G1Ceará

Você acha que o Governo Federal deveria adotar medidas de retaliação ou focar na diversificação dos mercados? Dê sua opinião nos comentários.

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