A fisioterapeuta Suânia Dias quebrou o silêncio e relatou publicamente, pela primeira vez, os detalhes chocantes da agressão sofrida pelo vereador Maiko de Morais da Costa, conhecido como Maiko do Chapéu, em dezembro de 2024. O parlamentar, réu por tortura, lesão corporal grave, ameaça e violência doméstica, retornou ao cargo na Câmara Municipal de Várzea Alegre (CE) após cumprir 60 dias de afastamento – punição máxima prevista no Código de Ética da Casa.
O relato da vítima: horas de tortura e ameaças de morte
Em um vídeo emocionante, Suânia descreveu o episódio de extrema violência que sofreu após aceitar receber Maiko em sua casa, mesmo já tendo terminado o relacionamento. Segundo ela:
-
O vereador drogou sua bebida, fazendo-a desmaiar.
-
Ao acordar, foi acusada de traição, teve o celular destruído e começou a sofrer agressões físicas e psicológicas.
-
Maiko usou uma faca para torturá-la, passando a lâmina em seus seios e pés enquanto fazia ameaças.
-
A queimou com um cigarro e a enforcou repetidamente.
-
Suânia só conseguiu fugir pulando pela janela, após se trancar no banheiro.
"Fugi do jeito que estava, da forma mais humilhante. Tombos, cicatriz na cabeça... Os vizinhos me acolheram", contou.
Exame médico apontou indícios de tentativa de feminicídio
Suânia ficou três dias sem conseguir se levantar e só depois buscou ajuda médica. O laudo do legista confirmou lesões graves e indícios de tentativa de feminicídio e tortura.
"Enquanto ele está solto, como se nada tivesse acontecido, seguindo com seu mandato, eu tomo remédio para dormir e para acordar", desabafou.
Vereador volta ao cargo sob protestos
Maiko foi denunciado pelo MP-CE em fevereiro e expulso do MDB. Durante sua reintegração à Câmara, a presidente Menésia Simião afirmou que o afastamento de 60 dias foi a punição máxima possível, mas reconheceu a necessidade de revisão do Código de Ética.
Já o vereador Antônio Sardis criticou duramente:
"Se o Código de Ética fosse outro, Vossa Excelência não estaria aqui. A Justiça pecou. Você deveria estar preso."
Processo judicial segue em andamento
O Ministério Público destacou que, pela gravidade dos crimes, não há possibilidade de acordo. Maiko responde por:
-
✅ Tortura
-
✅ Lesão corporal grave
-
✅ Ameaça
-
✅ Violência doméstica
E você, acha que casos como esse deveriam ter punições mais rigorosas para autoridades públicas? Deixe sua opinião nos comentários!
📻 Acompanhe mais notícias no @radiocentralquixada e no site www.centralfmquixada.com.br
Fonte: GC mais
